As mensagens que tenho recebido são lições de Amor e Humildade recebidas com respeito e fé como é ensinado na Doutrina Espirita. São apelos constantes à nossa consciência para que todos os dias façamos o nosso melhor, certos de que colheremos o que hoje plantarmos...
Cada um de nós é responsável pelo rumo da sua própria vida, no entanto, nunca estamos sozinhos, nossos Guias / Anjos da Guarda são queridos Amigos, Companheiros e Irmãos mais velhos a zelar por nós, sem nunca esquecer que o primeiro passo tem de ser o nosso...

Sou grata a Todos os que tocam a minha Vida, com todos aprendo... sejam eles que Quem forem... estejam eles Onde estiverem...
Consciente da minha pequenez, partilho-as convosco...

Este blog é uma produção independente, começou no final de 2014 e inclui também as mensagens recebidas desde 2007 por psicografia e psicodigitação desde Maio 2016 na AELA / Setúbal / Portugal - www.aela.pt / Facebook: AELA - Associação Espirita Luz e Amor.


31 de outubro de 2016

Testemunho: "Apenas existo"... - 27.10.2016

Psicodigitação recebida na Aela na sessão de 27.10.2016

Que sou, quem sou, que faço aqui, que fiz ali… vivo apenas vivo… melhor existo,  apenas existo… porque viver é estar consciente, e isso nunca estive… procurei quimeras, riquezas, pedras preciosas, desejei o impossível! Queria tudo de bandeja, imaginava que seria feliz se tivesse um copo de ouro, uma cama de ouro, lençóis de seda brilhante… tudo tive e nada me fez feliz… e as amizades, eram mais do meu ouro do que minhas…. 
Quando precisei de auxilio, quando a doença chegou, quebrando-me a soberba, não foi o ouro que me deu sopa á boca!... foi a velha empregada que com doçura me dizia “o ouro é o pior inimigo do homem”… nunca o quis aceitar! O ouro nem fala, nem te atira uma espada, nem te dá um tiro! Como nunca o consegui entender!... Que cegueira! Pela minha riqueza, não tive amizades verdadeiras, enquanto estive doente, as visitas foram-se espaçando… despareceram… já não haviam as jantaretas sumptuosas… mal conseguia comer uma sopinha…  Os “amigos” tornaram-se pessoas “ocupadas”… e eu cada vez mais sozinho… mais fraco… mais calado…  perdi a noção do tempo que estive acamado…  creio que oscilava entre os dois mundos várias vezes… não era dormir… era vir aqui e regressar…. regressar e vir aqui… muito tempo se passou até aceitar a minha derrota… precisei de estar naquela cama sem forças dias e dias sem fim…  ser um dia senhor e no dia seguinte um “nada”… sozinho… foi duro ver as ilusões a desfazerem-se no ar… como fumo…
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Acabei os meus dias ao cuidado de uma empregada já com muita idade que nunca desistiu de mim… recordo o toque das suas mãos, aveludadas, da sua voz suave que acalmava as minhas lágrimas, e que me conduziu aqui… terá sido a única pessoa que realmente me amou e cuidou…

Depois de me dar a sopa, ficava a meu lado. Estava tão fraco que fechava os olhos. Ouvia a falar, a rezar… sentia uma luz quente que me convidava a vir para aqui… me reconfortava e acalmava… e depois adormecia… até um dia não acordei mais… e estou aqui!!!

Para sempre a minha gratidão a Deus por me der dado uma companhia, com verdadeiro amor no fim da minha vida. Aprendi a valorizar uma mão amiga, mais do que um punhado de moedas de ouro…  mas foi preciso perder tudo… que vida desperdiçada!

Peço a Deus auxilio para esta alma bondosa que me acarinhou, esteja ela onde estiver! Tenho a certeza de que será uma Estrela!

Até um dia, com humildade e pés no chão.
Jonas, Porto, 76 anos