As mensagens que tenho recebido são lições de Amor e Humildade recebidas com respeito e fé como é ensinado na Doutrina Espirita. São apelos constantes à nossa consciência para que todos os dias façamos o nosso melhor, certos de que colheremos o que hoje plantarmos...
Cada um de nós é responsável pelo rumo da sua própria vida, no entanto, nunca estamos sozinhos, nossos Guias / Anjos da Guarda são queridos Amigos, Companheiros e Irmãos mais velhos a zelar por nós, sem nunca esquecer que o primeiro passo tem de ser o nosso...

Sou grata a Todos os que tocam a minha Vida, com todos aprendo... sejam eles que Quem forem... estejam eles Onde estiverem...
Consciente da minha pequenez, partilho-as convosco...

Este blog é uma produção independente, começou no final de 2014 e inclui também as mensagens recebidas desde 2007 por psicografia e psicodigitação desde Maio 2016 na AELA / Setúbal / Portugal - www.aela.pt / Facebook: AELA - Associação Espirita Luz e Amor.


5 de julho de 2017

Testemunho de arrependimento - "Oram por mim?" -24.04.2017

Psicodigitação recebida na AELA a 24.04.2017

Se viver fosse fácil, eu nunca tinha morrido.  Dizem que é fácil, como? Contas para pagar, filhos para dar comer, mulher para aturar, animais para pastorar… a vida é lá fácil alguma vez?  Tenho as mãos gretadas do frio e da enxó, é preciso cavar a terra, ou não há do que comer!   Fácil, fácil»!!!  Era bom que assim fosse!  Nenhum filho morreria bem pequeno…  nenhum animal ficava campo com fome ou doente…   fácil, que é lá isso?  Sabem lá o que dizem… 

Vi filhos pequenos a morrerem… onde é que isto é fácil?  Onde?  É de dar em louco, onde nos agarramos para continuar a viver? Temos outros para criar… é só isso?  Não isso não chega para nos fazer levantar da cama…  Há dias que nem apetece abrir os olhos…

Oh Deus, porque me calhou uma vida tão difícil!!....  porquê?  Que fiz eu para merecer esta sorte?  Que fiz eu?   

Que tudo se paga… não me recordo de nada que tenha feito assim tão grave… não me recordo de nada, e nesta vida não matei ninguém com as minhas mãos nem com a minha enxó…

Lei de Deus… que Lei é esta que permite que criancinhas morram à fome? Não consigo compreender… não consigo…   

Todos somos o resultado de muitas experiências, cada um colhe o resultado de tudo o que fez…  é difícil de entender, não me recordo de nada… nunca procurei fazer mal a ninguém e só colhi tristeza nesta vida… e aqui estou sozinho… à muito estou sozinho… não encontro a família, nem o cão, o cachorrito amigo das dores amargas e desafortunadas… 

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Estou cansado, se me dizem que é assim, não sei contrariar, só sei o que sofri… o que sofro… sinto-me vazio…  nada… não tenho nada para além de sofrimento para relatar…  que mais posso dizer…  onde está a minha família? E meus filhitos falecidos? Vou encontra-los? Minha mulher e meus filhos estão aqui? Oram por mim? Rezaram por mim durante todo este tempo? Mas nada consegui fazer por eles!... vivemos uma vida de miséria, de fome, de tristeza… como chefe da casa, nada consegui resolver para aquecer as suas barrigas…. E a mulher? Onde está? Quero suas mãos beijar, ficou ao meu lado até ao meu ultimo suspiro… e depois? Quem os ajudou? Meu Deus, não suporto saber que fui a razão dos seus sofrimentos… não sei por onde tenho andado, de tão zangado que estava com a vida, qual Deus?  Tanto sofrimento…   e agora aqui estou, de joelhos peço perdão a Deus…  estou aqui a chorar, de coração ferido… e dizem-me que minha família há muito me aguarda? Não mereço…. Não acredito....  falhei… falhei minha missão, faltei ao dever de cuidar da minha família… meus filhos, meus filinhos, minha mulher… Deus, óh Deus, não mereço… faltou-me a fé em Ti! Hoje pela primeira vez acredito eu Deus existe, é grande a alegria que sinto…  a minha família espera-me! Rezaram por mim! Não me culpam pelos seus sofrimentos e mortes… nem posso crer… enlouqueci pela culpa de não saber lutar com a vida, desesperei-me… definhei de desgosto… perdi a alegria de viver… não soube valorizar o que tinha… não estava sozinho… tinha saúde no inicio…  e mesmo assim desesperei-me… perdi a fé…  morri por dentro todos os dias um bocadinho… não consegui nem levar a minha cruz atá ao fim, nem ajudar a carregar as dos meus pobres filhinhos…  que mau pai fui eu, que mau chefe da casa fui…. 

                                 (chora de joelhos, é amparado por dois irmãos dos trabalhos e segue ao      
                                  encontro da família que o espera.  Os filhos mais pequenos vêm ao seu
                                  encontro de braços abertos para o consolarem. A esposa aguarda mais
                                  distante com os dois filhos mais bebés muito emocionada)


Pedro, pastor.