As mensagens que tenho recebido são lições de Amor e Humildade recebidas com respeito e fé como é ensinado na Doutrina Espirita. São apelos constantes à nossa consciência para que todos os dias façamos o nosso melhor, certos de que colheremos o que hoje plantarmos...
Cada um de nós é responsável pelo rumo da sua própria vida, no entanto, nunca estamos sozinhos, nossos Guias / Anjos da Guarda são queridos Amigos, Companheiros e Irmãos mais velhos a zelar por nós, sem nunca esquecer que o primeiro passo tem de ser o nosso...

Sou grata a Todos os que tocam a minha Vida, com todos aprendo... sejam eles que Quem forem... estejam eles Onde estiverem...
Consciente da minha pequenez, partilho-as convosco...

Este blog é uma produção independente, começou no final de 2014 e inclui também as mensagens recebidas desde 2007 por psicografia e psicodigitação desde Maio 2016 na AELA / Setúbal / Portugal - www.aela.pt / Facebook: AELA - Associação Espirita Luz e Amor.


Conselho Prático

27 de dezembro de 2016

Testemunho. "passei a vitima"... - 10.11.2016

Psicodigitação recebida na Aela  a 10.11.2016

Desejei ser rico, em principio, apenas queria ajudar todos quantos pudesse… mas com o tempo deixei-me corromper e fascinar com o brilho da vida fácil… acabei por me perder… de uma nobre intenção, passei a vitima do meu egoísmo, da minha vaidade, da minha necessidade de me valorizar…. Acabei por esquecer que quem me valoriza é a minha consciência tranquila e Deus,  mais ninguém… 

Amigos… amigos… poucos verdadeiros tive… e com o dinheiro, muitos outros se fizeram amigos… tonto, louco… alimentei a minha insegurança, crendo inconscientemente, que com mais amigos seria mais feliz… seria capaz  de preencher o vazio que me tormenta e cega… mas onde está a verdadeira felicidade? Onde?

Tudo perdi… não soube gerir fraternamente o que me foi emprestado por Deus para gerir e repartir pelos que estavam pior que eu… que felicidade conquistei? Apenas a breve ilusão de ser mais do que na realidade sou… apenas queria que todos gostassem de mim… apenas queria que me amassem… não queria mais sentir a solidão… o medo de ficar sozinho…  e olha, agora, nem dinheiro, nem amigos… estou sozinho… vivi os meus últimos dias como um mendigo… com fome e dormindo debaixo da ponte…  e pensar que me cheguei a deitar em lençois de cetim e talheres banhados a ouro…
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Meu Deus, Meus Deus… tinha tantas boas intenções… se não me tivesse deixado levar pela minha vaidade, poderia ter sido muito útil, poderia ter aliviado muito sofrimento… agora fico a dever a todos aqueles que poderia ter ajudado e não o fiz… em vez de estar aqui feliz… estou aqui miserável e como um miserável… sinto a vergonha de ter falhado… tantas boas intenções que eu tinha… mas porque perdi a fé? Porque me senti um Deus na Terra?... que loucura, que loucura, que estupidez… como o dinheiro nos leva a fazer loucuras… tal é a nossa necessidade de nos sentirmos amados… mas porque esquecemos que a nossa verdadeira vida é no “Céu” e não aqui? Aqui tudo é temporário! Como o pude esquecer? Como me pude iludir? Como fui eu perder os propósitos que fizeram Deus confiar em mim? Onde ficou a minha promessa de ser apenas um humilde instrumento de Deus na Terra, não O Deus na Terra?!!!...

Porque me esqueci de rezar, de pedir orientação a Deus?  Onde ficou a minha humildade, o conhecimento de que sem Deus nada sou?  Como pude ser tão fraco, tão louco?!... meu Deus Perdão… Perdão!... DE joelhos vos peço perdão… falhei… julguei-me forte, capaz de ser instrumento para o Bem, mas sucumbi ao brilho do ouro, ao tilintar das moedas, à vida fácil… esqueci que a minha missão era auxiliar os outros e não brincar nem apropriar-me do que não me pertencia…  esqueci meu Deus a minha Missão… perdão, perdão Senhor… imploro perdão…

Já sei que viverei nova vida de miséria, fome e doença… aprenderei para que servem as moedas… aprenderei o devido valor do dinheiro…  apenas moeda de troca para coisas necessárias á vida no corpo… mada mais… tudo que for excesso… só prejudica!

É a minha conclusão, é o que me já me fizeram entender aqui…

Para me redimir de ter esbanjado o que não me pertencia, viverei precisando de tudo… até da saúde…

Senhor Deus, nas vossas mãos me entrego humildemente… e se um dia mais tarde voltar a ter alguma coisa na minha mão, ficarei apenas com o necessário para a minha subsistência, repartirei com quem precisar… nem que seja uma palavra amiga… repartirei tudo o que tiver em mim ou comigo.

Estou pronto para seguir, aceito o meu castigo… aquele que criei para mim próprio… sou o verdadeiro e único culpado pela minha situação triste em que me encontro.


Estas palavras fazem parte da minha vontade de me redimir.  Não esqueçam, não são as coisas matérias que nos fazem felizes… partimos, morremos sem nada nas mãos… apenas seguem connosco a dor ou alegria que resultam da vida que vivemos…

Oxalá eu me tivesse sempre lembrado da minha pequenez… que Deus tudo pode e tudo tira quando não merecemos…

Até um dia…
J. Sotto
Um miserável hoje e amanhã…