As mensagens que tenho recebido são lições de Amor e Humildade recebidas com respeito e fé como é ensinado na Doutrina Espirita. São apelos constantes à nossa consciência para que todos os dias façamos o nosso melhor, certos de que colheremos o que hoje plantarmos...
Cada um de nós é responsável pelo rumo da sua própria vida, no entanto, nunca estamos sozinhos, nossos Guias / Anjos da Guarda são queridos Amigos, Companheiros e Irmãos mais velhos a zelar por nós, sem nunca esquecer que o primeiro passo tem de ser o nosso...

Sou grata a Todos os que tocam a minha Vida, com todos aprendo... sejam eles que Quem forem... estejam eles Onde estiverem...
Consciente da minha pequenez, partilho-as convosco...

Este blog é uma produção independente, começou no final de 2014 e inclui também as mensagens recebidas desde 2007 por psicografia e psicodigitação desde Maio 2016 na AELA / Setúbal / Portugal - www.aela.pt / Facebook: AELA - Associação Espirita Luz e Amor.


25 de setembro de 2016

Testemunho de arrependido - "Desculpa..." - 22.09.2016

3ª psicodigitação da sessão recebida na AELA a 22.09.2016

Resultado de imagem para homem revoltadoÉ muito lindo dizer “ Paz e amor”, é muito lindo, mas quando um gajo passa fome…. Vem lá falar de paz, de amor e dessas tretas todas… barriga vazia não tem fé de certeza!  Garanto-te eu!   Tive de roubar para comer!!!   Ora que vontade é que isso dá de falar em fé? Que mal fiz eu a Deus para ter de roubar para comer? Restos dos caixotes, fruta quase podre, regatear com os cães vadios a carne à volta de um osso… isso é viver? Como podes falar de fé?!! Como?!  Quem tem fome e barriga vazia tem lá paciência para essas tretas, ó mulher, atina!  Por acaso quando passas-te fome, lembraste-te dos outros? Quando te sentis-te sozinha, procuras-te consolar alguém? Bem tu não és exemplo para nada!  Já te vi muitas vezes a dar comer á velhota, olha que ninguém o faz… nem sei se és parva…  estou a ser injusto, sei que não és, bem te oiço… ando contigo há tanto tempo, quis te apertar o pescoço tantas vezes e no entanto hoje não tenho coragem… resmungo que me farto, amaldiçoou o dia que nasci, vezes e vezes sem conta… sinto-me injustiçado… mas tenho de dar a mão á palmatória… tu és persistente mulher! Nunca desarmas!  Mesmo com tanta critica, continua a dividir o teu pão e a tua água…   quando ainda em jovem te reencontrei, apertei o teu pescoço muitas vezes… hoje tenho pena… comecei com muita pedalada a atacar-te e ao longo do tempo, aqui estou, rendido…  quero rejeitar o que me dizes e me mostras de fé, de compaixão… perco a força… deixei de ter razões para te infernizar… desisto…. Se foste uma bruxa arrogante exploradora, se muito sofri nas tuas mãos, hoje entendo, muito fui eu que provoquei, e muita coisa, cego de inveja, não quis entender… eu queria ser superior, eu achava que era melhor e que me devias obediência… morri odiando-te… e hoje, passados tantos anos do nosso reencontro, venho a ti pedir perdão…  com mais ou menos fé não te vi prejudicar ninguém… perdi a força… já só quero descansar, e tentar fazer como tu… esquecer as mágoas e seguir em frente dando aquilo que gostaria de ter recebido… muitas vezes, só queria que alguém me olhasse… um olhar apenas…  fechei-me no meu ódio a ti a outros que culpei como a causa da minha miséria… e hoje olhando para trás,  se eu tivesse sido capaz de partir o meu pão ao meio, nem que fosse com o cão vadio que me olhava quase a chorar como um homem… teria sido mais feliz, teria tido um companheiro pelo menos, e não vivia na mais completa solidão… alimentando o meu odio por todos e em especial por ti… pode-se dizer, cavei a minha própria sepultura… 

Resultado de imagem para homem revoltadoSe se pode dizer, que o odio não leva a nada – eu comprovo!  Comecei a odiar uns, e achei que tu terias sido a grande causa da minha desgraça… e hoje, vendo o passado… apenas quero chorar de vergonha… não és o que pensei – não és perfeita, longe disso! – mas se muitos fossem como tu, o mundo seria melhor… haveria menos trastes como eu…  Mas porque olhamos sempre para os outros como a fonte dos nossos problemas? Se fossemos verdadeiros, entenderíamos as coisas como deve de ser…  perdoa… fiz-te perder muitas noites…  estou amparado por dois ajudantes, falo contigo ao mesmo tempo que vejo a minha vida a correr na tela… não é bonito… vejo muito do que fiz e que espero não repetir em mais nenhuma vida… Entendi, sinto que terei de viver mais uma vida de mendigo, espero ter a coragem e a humildade para entender de vez, que a violência, a mentira não resolvem nada… afastam os poucos amigos que possa haver… foi o que eu fiz..

Perdoam-me, julguei-te a razão da minha desgraça…  mas fui eu que a fiz… a mim mesmo… vou preparar-me para ver outras vidas, somos muitos aqui, com resultados idênticos… uma tristeza…  todos tontos… formaremos um grupo, seguiremos para o mesmo destino, ainda não temos permissão para irmos descansar.  Temos de merecer esse direito, também temos cabecinha para pensar e não nos deixarmos levar pelo que parece mais fácil e mais conveniente, mais fácil!  Ganhar o ouro sem trabalhar para o merecer!!!  Que loucura…. Encontrei-te ainda jovem menina e hoje deixo-te mulher feita, quase no “final da estrada”… perdoa todas as dificuldades e mau estar, as noites de insónia, os maus sonhos…apertei-te o pescoço vezes sem conta…. Cego de raiva… bebi a tua energia, alimentei-me com a tua comida… como se isso fosse possível… queria roubar-te tudo… e nunca desistis-te… peço perdão… porque já agora me mostram o que fui?  Mas que digo eu?... por acaso teria ouvido ou acreditado?...  porque foi preciso ver-te a salvar a gaivota, para parar e reflectir… uma alma que se digna a parar para ajudar sem ter disso beneficio… não pode ser aquilo que fazia de ti na minha cabeça… e já te vi fazer mais coisas dessas e nunca as tinha entendido até ao dia de hoje…Perdoa, perdoa… até um dia, perdoa..
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             Nota de um Irmão que participa nos trabalhos:

 Este irmão caiu em si mesmo, viu as consequências dos seus actos. Está ser a  acompanhado pelos Irmãos Assistentes destes trabalhos, e um dia encontrará paz. Era um obssessor desta irmã, também ainda em evolução. O seu testemunho foi autorizado para que se entenda que não vivemos sozinhos. Depois da separação do corpo – da morte – continuamos a alimentar os nossos laços de odio ou de amor.