As mensagens que tenho recebido são lições de Amor e Humildade recebidas com respeito e fé como é ensinado na Doutrina Espirita. São apelos constantes à nossa consciência para que todos os dias façamos o nosso melhor, certos de que colheremos o que hoje plantarmos...
Cada um de nós é responsável pelo rumo da sua própria vida, no entanto, nunca estamos sozinhos, nossos Guias / Anjos da Guarda são queridos Amigos, Companheiros e Irmãos mais velhos a zelar por nós, sem nunca esquecer que o primeiro passo tem de ser o nosso...

Sou grata a Todos os que tocam a minha Vida, com todos aprendo... sejam eles que Quem forem... estejam eles Onde estiverem...
Consciente da minha pequenez, partilho-as convosco...

Este blog é uma produção independente, começou no final de 2014 e inclui também as mensagens recebidas desde 2007 por psicografia e psicodigitação desde Maio 2016 na AELA / Setúbal / Portugal - www.aela.pt / Facebook: AELA - Associação Espirita Luz e Amor.


30 de junho de 2016

Testemunho: "Existo apenas..." - 26.06.2016

Recebido na AELA a 26.06.2016


Eu queria amor, eu queria encontrar quem me amasse... eu queria ter sido feliz... e ter feito alguém feliz... senti-me vazia por dentro e por fora...

Não encontrei o sentido da vida e só agora começo a compreender o sentido da morte... se é que a morte existe... mas como poderia eu saber que a morte não existia... não ouvi isso a ninguém... apenas ouvia e acreditava que a morte era a solução para tudo, para todo o tipo de sofrimento... caramba que foi um susto ver que não me evaporei... nem podia acreditar... continuava a viver!!!...
Enforquei-me na oliveira do pátio da casa... perdi a noção do tempo faz muito tempo... acordei um dia, aqui... faço parte do grupo de loucos que aqui é recebido e colocado numa sala á espera até que acordemos... ninguém pergunta detalhes da vida seja a quem for... nada é bonito para se contar... só desgraças e vergonha, nada que valha a pena recordar... muita vergonha do triste papel que apresentamos... uma mão cheia de nada...


Preferimos o silêncio... procuramos quem nos abrace, quem nos afague a fonte como uma mãe, um irmão mais velho, um pai nos poderia ter feito... enfim ter sido parte de uma família ...desejamo-lo mas não temos coragem sequer de pedir seja o que for, nem de olhar nos olhos seja lá de quem for... melhor o silêncio...

Estamos sós nesta sala, mas não sentimos a solidão propriamente dita, algo nos reconforta sem sabermos bem o quê... creio que é o ambiente de boa vontade aqui gerado... de entre aqueles que por nós vão zelando - sim porque passeiam entre nossas camas, e sente-se uma suavidade a cair sobre nós... - não sei exprimir !... esperam que acordemos por nós... sem criticas, sem pressa... e de repente tocamos a mão de alguém que se demora um minuto ao pé de nós... é o nosso sinal desesperado por atenção... sempre sem palavras, em silencio, e no entanto, entendemos o que nos querem dizer... sentimos a calma... o amor... a boa vontade para connosco... observei longamente todo este despertar... até eu mesma conseguir reagir... estava empedernida... cristalizada... dormente... acho que nem com os meus próprios olhos eu via... seriam só os olhos do meu espírito? Já percebi que o corpo não é o mesmo que tinha... e um dia toquei eu o vestido, a roupa de alguém que passava... foi o meu sinal em que estava pronta para iniciar um novo ciclo da minha vida... Queria tanto sentir um abraço... queria sentir que estava entre vivos... que vivia de novo... deixei tanto por fazer... tanto... não sei o que fazer...deixo-me ir... estou calma e pronta para seguir em frente... aguardo que me levem, sei que será para um sitio onde trabalharei e mais tarde terei que vir à Terra... em condições mais difíceis do que aquelas que trouxe... Estou preocupada, mas não aflita... sente-se paz aqui...


Chegou a minha hora de seguir em frente... pois bem! Que assim seja!
Agradeço a todos os que cuidaram de mim, agradeço a todos os que oraram por mim! Agradeço a todos a quem abandonei e que mesmo assim, continuara a a rezar por mim.
Até um dia, em qualquer ponto da Vida!

Com verdadeiro amor me despeço,
Florinda
1932