As mensagens que tenho recebido são lições de Amor e Humildade recebidas com respeito e fé como é ensinado na Doutrina Espirita. São apelos constantes à nossa consciência para que todos os dias façamos o nosso melhor, certos de que colheremos o que hoje plantarmos...
Cada um de nós é responsável pelo rumo da sua própria vida, no entanto, nunca estamos sozinhos, nossos Guias / Anjos da Guarda são queridos Amigos, Companheiros e Irmãos mais velhos a zelar por nós, sem nunca esquecer que o primeiro passo tem de ser o nosso...

Sou grata a Todos os que tocam a minha Vida, com todos aprendo... sejam eles que Quem forem... estejam eles Onde estiverem...
Consciente da minha pequenez, partilho-as convosco...

Este blog é uma produção independente, começou no final de 2014 e inclui também as mensagens recebidas desde 2007 por psicografia e psicodigitação desde Maio 2016 na AELA / Setúbal / Portugal - www.aela.pt / Facebook: AELA - Associação Espirita Luz e Amor.


8 de junho de 2016

"Se tenho dores?..." - 02.06.2016

Recebido na AELA a 02.06.2016

Se dores tenho, já me habituei a elas… mas já não sei se são do “corpo” ou da alma… já não sei do que são… se calhar são mais da alma… sei que já há muito deixei a Terra, já entendi… há muito… mas nem consegui aceitar isso… se continuava a falar, respirar e andar, como poderia estar morto?  Só não entendia o porquê de não me responderem!   Às vezes pareciam que me “viam”… olhavam para mim mas tenho a certeza de que não me viam… gritava-lhes, mas tinha a certeza de que não me ouviam… apenas lhes produzia um leve pensamento sobre mim e só ás vezes…. A maioria do tempo sentia-me ignorado, completamente ignorado… vazio… de corpo e de alma… sentia-me completamente invisível… houve momentos em que nem a mim mesmo me “via”… não queria sequer aceitar que vivia… mas como se pode viver assim? Completamente ignorado!!  Viv´alma chamava por mim… tinha pura e simplesmente desparecido, morrido… evaporado dos olhos das pessoas com quem convivia…  durante um tempo não via ninguém, sentia-me dormente… sem reacção… anestesiado… depois comecei a ver outros como eu!!! E aí entendi: morri!   Outros tão confusos como eu!  Uns eram revoltados, sedentos de vingança; outros apenas desesperados e perdidos… como eu… completamente surpreendidos pela continuidade da vida…  ninguém morre!!!  NNinguém morre!!  Como poderia saber?  E mais ainda! As dores, as preocupações continuam… de que vale querer morrer?!!!  Não se morre!!   Como podia eu imaginar??? Como???  Como se pode esquecer isto!  Como não nos lembramos??!!!   Tantas perguntas, tantas respostas que preciso encontrar… e daí… só estou a divagar… de que me surpreendo eu?  Que vida tive eu?  Reparti o meu pão? Não! Reparti o tecto da minha tenda? Não!  Só tem benesses quem as plantam, quem as merece… no fundo sei isto… mas não posso crer o que fiz da minha vida… da minha triste vida… e agora é este o meu “novo fim”… que tristeza… nada tenho no coração… nem alegria nem mágoa… nada…  talvez comece agora a ter alguma esperança de que o meu caso tenha solução, que alguém tem verdadeiramente compaixão por mim e me dá a mão…  
Pedi para deixar as minhas tristes palavras… se alguém se revê nelas, que reflita no rumo que está a dar á sua vida… chegar aqui neste lastimável estado de semi-desmomoriado, sem recordar nada de bom que tenha feito… ou muito pouco, se considerar tudo o que podia ter feito e não fiz…  é vergonhoso… é doloroso ter a consciência de que desperdiçamos uma vida… e a minha foi relativamente longa 73 anos!

Sigo com outros, tolos como eu…   para algo parecido a uma escola-hospital…
Até um dia e que Deus tenha piedade de nós!  Obrigado por estas mãos amigas que nos amparam e secam as lágrimas… obrigado pelo abraço carinhoso que me deram serei para sempre grato e sempre recordarei esse momento, como o renascimento do meu Ser.
Até um dia, no Trabalho – no trabalho de reconstrução das almas tolas como eu…
João Trindade

(Paris)